quinta-feira, 15 de julho de 2010

Política - Serra, Serra, serrador... serrou o papo e cordas vocais da Rede Cultura de Televisão.



Imagem modificada da internet.

Um dos programas mais antigos e importantes da Rede Cultura de Televisão é o Roda Viva, hoje tem como apresentador o jornalista Heródoto Barbeiro. Seu formato é de entrevista onde o entrevistado fica no centro da Roda, recebendo perguntas de jornalistas e profissionais da área onde atua. A TV Cultura é um exemplo de competência, imparcialidade e comprometimento com o povo brasileiro. Seu time de profissionais elaboram com maestria seus trabalhos.

Semanas atrás um dos pré-candidatos a Presidência da República, o Ex Governador do Estado de São Paulo José Serra, que deixou o cargo recentemente para concorrer ao cargo de Presidente, foi entrevistado no programa. Além de ter a apresentação de Heródoto Barbeiro, compareceram outros profissionais de grandes grupos jornalísticos, dentre eles quero ressaltar a ótima participação da jornalista do O Valor Econômico Vera Brandimarte, fazendo ótimas perguntas de ordem econômica, fiscal e previdenciária, perguntas que o Ex Governador escapuliu nas respostas.

De muitas perguntas realizadas, Heródoto Barbeiro foi enfático, pertinente e perspicaz quando perguntou sobre os altos valores do pedágio paulistano, a pergunta foi interessante pois a população pode ver o desconforto do Ex Governador em responder, dando a entender que o jornalista Heródoto era "porta voz" de Petistas e acrescentou que esse assunto do pedágio não passa de um "Trololó Petista" (veja você mesmo o trecho da entrevista no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=YxIeHhFZuQo&feature=related).

Os altos valores do pedágio paulistano é tema de muitas discussões, inclusive existe um PEDAGIÔMETRO em inúmeros sites jornalísticos, mostrando para a população o quanto fora arrecadado desde janeiro até o momento de sua visita, o número é assustador. Essa pergunta pertinente teve uma resposta áspera, mas isso não é o mais intrigante, o mais intrigante é saber que dias depois Heródoto Barbeiro foi desligado da TV Cultura.

Além dele outro jornalista de grande experiência fora desligado da TV por realizar uma reportagem sobre os pedágios, Gabriel Priolli que tinha acabado de ocupar o cargo de Diretor de Jornalismo, fora remanejado porque cumpriu seu ofício de jornalista. Li sobre eles neste site: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=597IPB010.

Gostaria de ressaltar que o Presidente da Fundação Padre Anchieta se manifestou sobre a mudança de Gabriel Priolli, mas confesso que não foi nada convincente, pelo menos essa é minha modesta opinião, veja você mesmo: http://www.tvcultura.com.br/ombudsman/content/28403

Depois de ler e ver na internet sobre os jornalistas Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli, que são uma ponta neste grande iceberg da CENSURA jornalística neste país, fico triste e inconformado quando isso acontece com jornalistas de larga experiência e que desenvolvem (ou desenvolviam) seu trabalho numa emissora PÚBLICA de maneira exemplar, ou seja, A SUA EMISSORA, já que nossos impostos a sustenta.

Não acuso que o Ex Governador José Serra tenha retalhado a TV Cultura, mas que isso tudo é uma grande coincidência, é! Na verdade nem acredito em coincidências! Se os jornalistas não podem realizar seu ofício de perguntar e buscar os fatos tais como são, o que nós (povo) faremos?

Caso Gabriel Priolli tenha sido "remanejado" por motivo político é um fato triste e ditatorial, segundo o artigo do Presidente, Gabriel foi tirado do cargo de diretor por questões profissionais, das quais não foram bem esclarecidas e que duvido que ele tenha cometido tais enganos, já que tem capacidade comprovada para ocupar tal cargo.

E a possível retirada de Heródoto Barbeiro a frente do Roda Viva, aparentemente explicado por uma troca de jornalista com maior popularidade, que também duvido, pois a Rede Cultura e tão pouco o programa Roda Viva necessitam de popularidade. Muito me assombra pensar mais uma vez, que tudo pode ser uma postura ditatorial, onde jornalistas não podem indagar o que realmente o povo deveria saber sobre nossos políticos.

Penso que os jornalistas tem essa função de porta-vozes da população, numa emissora pública eles deveriam fazer uso da liberdade e do questionamento, para que nós (população), façamos nossa devidas escolhas!

Escrevo inconformado, triste e irritado com os políticos que não são gentis em enfrentar perguntas intrigantes, pior que isso é fazer uso de seu poder (mesmo que a distância), para eliminar pessoas de seu caminho, e ao fazer uso desse poder, o faz através de uma empresa pública, que deveria lutar e olhar pela população que a sustenta e não ofuscar essa imagem, que até pouco tempo era idônea e imaculada.

Será que estamos a beira de uma DITATURA?
Onde jornalistas são obrigados a se comunicarem entre si através de receitas de bolo?
Onde o MTB pouco vale neste país?
Onde perguntas são consideradas inoportunas?
Onde cabresto de burro também serve para jornalistas em debate?
Onde a DEMOCRACIA e a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, são barradas pela REPRESSÃO do poderio POLÍTICO?
Onde vamos parar?
Para você que leu e não entendeu, deixo este link dessa música pertinente, de ontem, hoje e sempre, de um Grande Pensador e Filósofo: http://www.youtube.com/watch?v=f9OHY1R0AcY&feature=related

2 comentários:

  1. Ótima iniciativa, uma pequena fresta de luz se abre quando as pessoas unidas passsam a compartilhar seu conhecimento.
    Obrigada por compartilhar comigo!
    Admiro o trabalho do Heródoto e também a TV Cultura e me junto a você nesse manifesto contra a censura, e contra a exploração das multinacionais que detém o poder dos pedágios nas estradas do país.
    Abços.,
    Paula.

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  2. Parabéns Durval.... muito bom mesmo não acompanhei esse fato, mas vou tratar de divulgá-lo.

    "Não há capitalismo sem ditadura, amigo"

    Abraço e parabéns pelo blog

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